quarta-feira, 21 de novembro de 2007

2ª MARAVILHA DO (MEU) MUNDO: GLACIAR PERITO MORENO - DE LUA CHEIA

Tudo o que eu vá agora escrever não dá para caracterizar bem a sensação impactante que se tem ao ver uma coisa daquelas. Vazio de gente, barulho da natureza, uma luz gigante da lua posta no lago que se cola ao glaciar. Ouve-se os barulhos dos blocos de gelo a caírem no lago..parecem bombas que assim geram ondulação. Claramente uma Maravilha do meu Mundo!!

Bom feeling


Com mais 12 horas de viagem segui para El Calafate, muito turístico também mas que uma vez nestes lados tinha ganas de la ir por todos me falarem barbaridades desse lugar. Pelo meio da viagem conheci Anja que viajava sozinha e andava também à procura de projectos de voluntariado onde pudesse colaborar. Passei-lhe assim tudo o que tinha juntado ate agora e apercebi-me que não foi tão pouco como isso, e assim a viagem de bus passou num rato.

Chegando a Calafate tínhamos opcoes varias para hostels tal era a oferta no Terminal de bus. Seguimos para o mais barato e ai ficamos metidos no campo :D com um janelao na sala que passava mais luz do que aquela que o sol podia oferecer.



É um lugar hermosísimo para visitar, a pesar de estar cheio de turistas vale muito a pena e claro aproveitámos para fazer companhia um ao outro e assim visitar os lugares que tínhamos mais ganas desde lagos a vaguear pela cidade (que não é cidade) e fez-me confusão pensar que as pessoas locais tem que viver com os preços altos que há pelo turismo que se faz, digo locais que vivem em casas mal amanhadas de madeira que se vê por muitos sítios de lá, enfim..


O ponto alto foi claramente o Glaciar Perito Moreno. Do vasto leque de glaciares e excurssoes decidimos ir a este que é o mais mediático e conhecido por ter sido candidato a maravilha do mundo. Tem a particularidade de perder tanto gelo como aquele que ganha, esta em equilíbrio. Chegando la percebe-se porque foi candidato. É fenomenal!

Gigante y arrepiante!! Passeamos de botim especial pelo glaciar fora e assim perceber melhor a dimensão da natureza e a loucura que é. Para mim é completamente passada da cabeça por ter coisas assim como Perito Moreno.



Volvemos ao hostel e no fim do jantar 23:30 a muchacha do hostel disse-nos que tava lua cheia e que era inacreditável, uma noite única no glaciar. Quero ir…y vou!! Vi um espanhol de 50 anos sair do quarto para fumar o ultimo cigarro antes de se deitar, assaltei-o com frases de persuasão para vir a perito moreno e este convenceu-se, voltou ao quarto acordou a mulher vestiram-se e seguimos de táxi compartido para la cegar. Pelo meio, o taxista maluco parou num kioske porque disse que não se podia ir numa noite destas sem umas cervejas. E assim foi a partilhar cerveja por todos que lá chegámos.

sábado, 17 de novembro de 2007

FIM. E agora?!

Prossegue a viagem e desta é mesmo para cegar a Ushuaia.
Foram mais 12 horas de colectivo (o que é isso para mim? Nada!!) mas a odisseia é outra porque se passa por território chileno e então há que sair do autocarro com passaporte quando termina território argentino, depois mais uns 4km e voltamos a sair de passaporte em punho para entrar em Chile e mais uns 10km e estamos a sair do autocarro para a fronteira chilena e depois mais uns 2km e...”tá a sair do bus” para mostrar passaporte na fronteira argentina. Achei que ia ficar sem folhas com tanto carimbo que levava!!Uns km mais e cheguei “Ushuaia – Fin del Mundo”.

Os indicativos cá de telemóvel são diferentes consoante a província onde se esta e então é sempre complicado para mim perceber isso e perceber que números marcar..por isso achei q ia ficar novamente sem tecto..mas não!! Mariana (amiga de Maru que trabalhava comigo no Uruguay) foi-me buscar e ai fiquei. Casa com vista para a montanha..e que linda estava cheia de neve!! Acordar, abrir a janela e esticar a mão que quase tocava a montanha. Um frio que não estava habituado desde o inverno passado na Polónia. E quando começou a nevar nem me acreditei que era verdade. Lembrava-me de dias passados nas praias do Uruguay e arrepiava-me...senti-me um verdadeiro gelado!! Mas tudo isso não é por acaso, foi uma forma de me sentir mais próximo do Natal!!

Costuma-se dizer que “tudo tem um preço” e essa frase ganha mais vida em Ushuaia que parece que estou em Londres. É quase preciso dar um saco de pai natal cheio de pesos argentinos para pagar um café ou um sumo!!
É o lugar mais a sul e por isso assina sempre “Fin del Mundo”. Ai pode-se fazer muitas excurssoes com guias turísticos ou então...ir de Mariana!! Impecabelmente me levou de carro por tudo o que de bom aquilo tem e assim tudo tem mais interesse.

Colei!! Foi exactamente isto que disse a meio da visita nocturna pelo Parque Nacional de Ushuaia. Numa das pontas, junto ao lago vejo o céu mais claro parecia que estava a ficar dia e eram 23h da noite. Olho para a montanha de frente e vejo uma luz laranja parecia sair por detrás. Confuso e sem perceber o que era, perguntei e a resposta...“é o sol”. Inacreditável, senti-me no fim do mundo literalmente. Eu que nunca soube onde é que ele ia quando baixava e eu o deixava de ver...agora já sei!! Não há fotografia porque a maquina não dá para tanto..pena. Gravo na memoria essa fotografia!!

Foram 4dias muito bons ai passados, tocar o fim do mundo é uma sensação estranha mas muito boa e para mim...foi mais “principio de mundo” que dá ganas de viver, de conhecer de ver mais.


Porquê fim?!


quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Masca ai essa!!

Depois de uma noite em Puerto Madryn sigo para Rio Gallegos porque não posso ir directo para Ushuaia, o outro bus sai só as 9h. No autocarro volto a encontrar o mesmo condutor.. que alegria!!

“Tou neste momento num autocarro onde vejo o céu, as estrelas e caminha, numa recta estreita com campo dos dois lados, para o fim do mundo. É assim que se chama e percebo realmente que a maior parte das coisas que estamos habituados a dar valor são efémeras. Aqui sou feliz!!Estranho ter que sair do quente do meu país e casa para poder ver melhor isto, para me abrir os olhos. Viajo sozinho mas sinto-me completamente aconchegado!!”

A viagem leva 14 horas e por isso ainda deu tempo de voltar à cabine do condutor mas desta vez não compartimos mate mas sim coca. Este mascava coca e ofereceu-me. Depois de perceber que não tinha qualquer mal mascar aquilo, fiz um bolo e pus na boca para ir chupando. Explicou-me que é aquilo que o mantém tão desperto para conduzir em estradas tão infinitas e aborrecidas. Disse-me que há um condutor da mesma empresa que transporta mercadoria e que faz 36horas seguidas...a mascar coca todo o tempo, ta claro!!Loco!! E assim foi que mantendo-nos ambos despertos seguimos viagem compartindo um pouco de vida.

Chegado a Rio Gallegos apanho uma boleia ate ao centro da cidade que ficava a 30minutos do terminal e daí percebi que tinha 17horas até ao próximo colectivo que me ia levar para Ushuaia. Pensei em andar a vaguear mas na verdade eram muitas horas. Não queria ir para um hostel pagar para dormir sabendo que saia cedo no dia seguinte e rio gallegos não tinha nada de interesse para visitar. Vagueei a pedir dormida nos Salesianos, daí mandaram-me para o matriarcado e daí para o Ministério dos assuntos sociais. Sem nada a perder la fui. Falei com o presidente, contei-lhe que não tinha lugar para ficar e que não queria ficar na rua (não há pessoas a dormir na rua ate porque no inverno faz frio demais e não sobreviveriam). Percebeu a minha situação e amavelmente arranjou-me um modesto alojamento onde ficam os poucos sem-tecto que possa haver ou pessoas com dificuldades económicas.

Fui até lá, a porta aberta chamei pelo homem que via de costas a ver TV mas nem sonido dele. Achei que não tava nem ai para mim. La chegou o responsavel do alojamento e ai me acomodei. Tudo muito modesto e sem mordomias nenhumas. Sento-me a ver TV e a falar com dois chicos que estavam la a viver porque não eram daquela cidade e trabalhavam não dava para pagar alojamento e tudo. E ao lado estava e continuava sentado o homem que não me quis responder quando pedi para entrar. Poucos segundos depois percebi que era surdo.. E foi com ele que depois comecei a falar mais, li-a nos lábios e tentávamos falar assim. Achou que me tava a querer meter na vida dele por fazer muitas perguntas (para mim era o normal, mas percebi). Saquei do caderno e ai se desenrolaram horas de conversa. Ao principio a medo achava que eu parecia detective e depois paginas e paginas escritas compartimos a vida de cada um e falamos de religião a maior parte do tempo. Sabia muito!!


Mário sofreu na pele a crise da Argentina e antes disso tinha ficado surdo com um traumatismo que sofreu na cabeça e a mulher tinha morrido. As pessoas ou não acreditam que é surdo ou não fala sequer com ele. E assim foi...estávamos um para o outro. E se ao principio havia alguma distancia que ele queria ter por não me conhecer, no final já nos abraçávamos de alegria, de contentamento.

Dei-lhe força e ele a mim. Há momentos ou pessoas que mesmo que por pouco tempo...marcam muito e sei que este me vai marcar para toda a viagem. Vale pela intensidade e não pela quantidade de tempo com que se vive. Mário fica amigo do coração!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

"It's my trip, ok?"

Começo a ter o primeiro contacto serio com os transportes colectivos e pelos quais grande parte das pessoas se move de cidade em cidade porque aviões internos são ainda muito caros.
Foram 20horas de viagem ate Puerto Madryn e se achava que era impossível...afinal não era. Claro que houve momentos da viagem em que se tornava aborrecido porque o máximo que tinha era “semi-cama” que significa que se pode acostar um pouco para trás a cadeira mas se tenho uma pessoa à minha frente fico completamente dependente das accoes que faz com a sua cadeira..

Vou ate à frente do bus ver a estrada que parece interminável e só com um sentido. Dos lados há campo e campo e á frente é uma recta que não acaba. O condutor saca do mate e “ta a rodar”, já me fui habituando e sinceramente gosto. Claro que aqui na Argentina toda a gente toma e é difícil encontrar alguém que não goste. A primeira coisa que se oferece quando se tem convidados em casa é Mate. No Uruguai toma-se ainda mais que aqui. Lá as pessoas tomam mate pela rua, na praia (fazia 33graus e eu de garrafa gelada na praia e pessoas com o termos de agua a ferver) e nas gasolineiras chega a haver uma torneira de agua quente para se encher o termos.

Depois de muito rodar o mate...chego a Puerto Madryn e apercebo-me que o contacto que supostamente tinha para ficar hospedado..ardeu!! Tentei ainda criar uns contactos imediatos mas não tava fácil e acabei mesmo por ir parar a um hostel e terminar assim o ciclo vitorioso de 2meses a dormir sem ter qualquer custo.

O mundo das viagens tem realmente uma diversidade de target muito vasto. E quem passa por hostels acaba por ficar cercado de turistas (gringos). Não quero dizer com isto que me sinta especial mas identifico-me pouco com esse “estilo”.
Sentei-me e a sinhorita abriu-me como que um menu de excurssoes. Com as actividades de ver os pinguins, baleias, dar uma voltinha de barco por aqueles lados, etc, com horários e saídas muito cedo. Enjoei!!Rejeitei tudo ao que a branqueada mulher nem se queria acreditar. Percebi que tinha que sair dali. Posso fazer essas excurssoes quando tiver mais idade, não agora. Valeu o jantar que um grupo de espanhóis me ofereceu. E aí me disseram que aqueles passeios estavam realmente cheios de espírito velho ou chino...”bem me parecia!!”

Parece que há uma certa pressão dos outros viajantes para que se faça tudo igual, para que as pessoas sigam o mesmo trilho, pôr o pé onde já esta a pegada feita e seguir quase de olhos fechados.
Não é fácil dizer que “não”mas há que ter presente o tipo de viagem que quero e assim seleccionar os lugares onde vou. Não tenho que ir ver tudo que esta no lonely planet ou tudo o que é recomendado nos livros de turismo para depois poder por uma cruz por cima e dizer “visto”. Caso contrario a minha viagem duraria toda a vida (ou mais) porque há sempre lugares bonitos lindos e espectaculares e próximos sempre um do outro e assim sucessivamente.
It’s my trip, ok?

domingo, 11 de novembro de 2007

Tá de mês e meio...

Passado um mes e meio de viagem na America Latina o que posso dizer é que..tou passado, adoro tudo e todos com quem tenho estado. A viagem está a correr melhor do que sonhava. Tudo flui..
Se saí de Portugal com a mochila às costas com alguma coragem/fé e poucos contactos, tudo se multiplicou mais depressa do que poderia imaginar fruto da boa vontade, abraços e beijos que este povo me foi brinando sempre que precisei e que nao precisei.

Olho para trás e vejo que as primeiras 2 semanas em Buenos Aires foram igual importantes para aprender e ambientar-me pacificamente com a latino america. Com amigos portugueses, jogos de bola, fiesta e...abrir o meu diario de bordo para que tudo no Uruguai fosse ainda melhor.

E assim foi! O projecto do Uruaguai foi re importante por ser o primeiro e por ter corrido tudo muito bem. Tinha tudo a ver comigo e assim tudo se torna mais facil desde a integraçao ate ao aproximar mais chegado com algumas pessoas. A ideia é essa mas o dificil foi sair por me sentir tao conectado com eles. E se este foi o primeiro projecto tenho medo de que me aconteça isto em todos...ou entao nao e este foi realmente especial. Logo verei!!

A mochila, essa que veio meia cheia meio vazia esta enchendo a cada passo que dou.
Nao tinha pensado muito nisto antes de vir mas ja tinha escutado e assim acontece..com os abraços, sorrisos, com a despedida que tive ao sair do uruguai com as pessoas que realmente ajudaram a disfrutar e estiveram comigo em curtos ou longos momentos, o projecto dos miudos de rua do Uruguai. Percebo cada vez mais que a viagem e as alegrias que se vao recebendo se fazem de pequenos momentos, pormenores de pessoas e isso dá-me a força necessaria para o dia-a-dia (..há que estar de "olhos" abertos). Há aqui pormenores muito pequenos mesmo que nem sempre se podem contar por irem directamente guardados para a memoria do coraçao mas que eu sei!! Pelo meio houve tempo ainda para parriladas en casa de locais, peça de teatro sobre "planchas" (miudos de rua...óbiamente) e jogo River Plate - Defensores em pleno estadio centenario onde se realizou o primeiro jogo do primeiro campeonato do mundo de futebol.

Andava meio loco a querer à força um livro en castellano até que...me regalaram quando ia a sair do uruguai. A Rosa, pessoa muito importante nesta fase que me ajudava com ideias sobre projectos e tinha maneiras de ver parecidas, trabalhava na ONG - El Abrojo deu-me "O livro dos abrazos" de E. Galeano e Noel (já era amiga do Bernardo) que tem um coraçao gigante e que nao se importa de o compartir, dá gosto vê-la, e assim ofereceu-me "El Principito"....o mesmo fundo mas agora en castellano!!

Estou agora en Buenos Aires onde fico mais uma noite e depois sigo a descobrir o sul da argentina, o famoso lugar do pé grande!!
Nos vemos...

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

1ª MARAVILHA DO (MEU) MUNDO: Cabo Polónio



Chegámos até onde podíamos e aí ou se caminha 7Km no meio das dunas até se chegar a Cabo Polónio mesmo dito ou se paga uns 3€ para que nos levem. E aí a oferta é variada porque existem varias "empresas" que disponibilizam seja um cavalo, moto4 ou até um camião. Optámos pela terceira hipótese (porque diga-se foi a primeira que vimos!!)
Prego a fundo e lá fomos nós a 10km/h. Começava ou continuava a paisagem maravilhosa de dunas, árvores, pura natureza...e nós e o camião.
Entrámos então pela praia adentro com o camião e começa-se a ver do lado esq. ( o mar está do lado dir.) as primeiras cabanas a que eles chamam "ranchos", feitas de madeira e de outros materiais que o mar vai cuspindo para terra. Continuamos a ser conduzidos até ao final da praia altura em que se entra na povoação em que grande parte são hippies.



E ai estou eu maluco de contente com tudo à minha volta. De um lado mar e do outro...mar. E na povoação não há electricidade nem tão pouco agua potável. Bom de mais!! A paz de lugar que parece às vezes não existir em lado nenhum. A povoação vai tendo cada vez mais "casas" mas continua com muito espaço entre cada uma e continua com um ar de mundo das maravilhas. Faz bem sair do conforto e comodidades que estamos habituados porque afinal de contas...antigamente as pessoas também conseguiam viver e ser felizes.



O problema de viajar acompanhado é que não podemos decidir o que quisermos quando quisermos mais difícil se torna se estamos com alguém que está numa onda diferente. Foi la que me apercebi disso pela primeira vez na minha viagem porque a menina do grupo queria-se meter no único hostel que havia ali. E eu não só não tinha vontade por saber que ia ficar fora de todo o espírito que aquele lugar tem como também não queria romper (já) com uma das minhas supostas regras/objectivos desta viagem - não pagar alojamento.



Fui fazer um jogging pela praia e quando regressava fui matar curiosidade e visitar os ranchos que estão meio perdidos de frente para a praia fora da povoação. No meio deles encontrei o Neno, homem de 50 anos, que se mudou de Montevideo para ali à 17 anos. Contente pelo meu interesse convidou-me a entrar no rancho, construído por ele. Mostrou-me orgulhoso o quarto que fez para ele e para a mulher e ainda um outro onde dorme a filha. Sentámo-nos na sala/cozinha a beber mate e a conversar sobre as nossas vidas enquanto aquecia - a lenha - água para a sua filha tomar banho num chuveiro engenheiramente bem improvisado. E é assim que se sai da cidade para vir "curtir" a tranquilidade e nível de vida de viver na praia o ano todo. Vive da pesca e dos ranchos que de vez em quando constroi para pessoas que lhe pedem. No verão, que vem mais gente, abre uma janela da casa e faz de armazém para venda ao público.


No fim da conversa ofereceu-me para passar a noite um rancho de um amigo a quem tinha construído mas que não estava lá. Nem hesitei 1segundo!



Fui chamar os outros e depois de uma conversa amena mas persuasiva consegui que aceitassem mudar de hostel para rancho. Depois de jantarmos na povoação fomos de lanterna de mineiro pela praia em busca do rancho...até que encontrámos. Tinha um colchão de casal, umas mantas velhas, um ninho de pássaro e respectivo pássaro, uma vela, mosquitos, uns posteres antigos e...muita mística!! Passámos parte da noite a ver o céu do lado de fora de uma ponta a outra (lá é possível) e a beber 'Patricia' (cerveja do Uruguay). Quando nos deitámos os 3 juntinhos na mesma cama tínhamos 3 janelas por onde ver as estrelas e o difícil era mesmo dormir por estar fascinado com o lugar, com as estrelas, com a viagem...enfim, tudo!!





Passado pouco tempo de dormir acordo primeiro com o sol a nascer. Saio do rancho e vou até à praia onde Neno já passava de carroça puxada a cavalo que tinha acabado de levar a sua filha à escola. Deito-me aí mesmo na areia a tmar leite e bolachas. Aproveitámos ainda o sol desse dia, e depois de um beijo no Neno saímos de Cabo Polónio.
No máximo de 2 anos estou de volta aquele lugar, seguro!!